Tecnologia, Últimas

Como vai funcionar a Alphabet, nova empresa do Google?

Talvez o dia 10 de agosto tivesse passado como uma data normal do calendário se o mundo dos negócios não tivesse sido bombardeado pelo surgimento de Alphabet, uma holding que acolherá sobre os seus braços institucionais diversas empresas, entre elas o Google. Mas calma, espera aí. Então quer dizer que o Google foi comprado? O que vai acontecer com o Youtube? E os meus e-mails nos Gmail? Calma. Se você estiver pensando em alguma dessas questões, vou te explicar tudo o que você precisa saber sobre a Alphabet no texto de hoje. Confira!

Alphabet de A a Z

Apesar do choque inicial da notícia, a verdade é que pouca coisa muda com a alteração da ordem de diretorias (e de importância empresarial) do Google. Ao contrário do que acontece em casos de mudança de marca (rebrand) ou recolocação no mercado, esta mexida interna do gigante da web só veio para ajudar a empresa a ter um maior controle naquilo que ela faz melhor — os produtos para a internet —, deixando para a Alphabet o comando de outros interesses da marca, como suas vertentes de startups e tecnologia. Mas e como fica o Youtube, Gmail e o sistema e buscas?

Os produtos do Google

Sob o comando do indiano Sundar Pichai (que recebeu o cargo de CEO das mãos do ex-presidente da empresa, Larry Page — que agora cuidará apenas da Alphabet) o Google terá o controle de várias marcas conhecidas como seu o Google Maps, o Android, o Youtube, além de sua grade de aplicativos, seu motor de buscas e seu sistema de anúncios on-line. Ou seja: tudo aquilo que estamos acostumados a ver e usar costumeiramente da empresa vai continuar do jeitinho que está. A mudança maior vai para outro lado.

As outras empresas do Google/Alphabet

Longe dos holofotes também existiam outros nomes bilionários que funcionavam paralelamente ao Google e que agora, após da divisão das vertentes da empresa, ganharam mais liberdade. Entre eles estão:

Nest

Criada por Tony Fadell (um dos sujeitos responsáveis pelo iPod), a Nest é uma empresa voltada para o mundo da “internet das coisas”, ou seja: aparelhos do dia a dia que podem também interagir e transmitir dados para web. Porém, mesmo com o surgimento da Alphabet, nada muda no fronte e o comando da casa continua nas mãos de Fadell.

Calico

Em busca de entender porque envelhecemos, a Calico é uma empresa de pesquisa que tenta descobrir formas de retardar os efeitos da idade.

Ventures

Imagine ter uma startup catapultada com investimentos — e dicas — do Google? Pois é isso que a Venturesfaz. De olho nas melhores iniciativas de diversos ramos diferentes do mercado, a empresa já apoiou o surgimento de diversos nomes, entre eles o do Uber.

Agora fica a pergunta: o que muda no mundo dos negócios com tudo isso?

Para o mundo dos negócios

Com a colocação do Google e outras marcas sob o guarda-chuva empresarial da Alphabet, seus diretores passam a mensagem para o mercado da importância de se apostar em diversos segmentos com uma mesma marca — algo já feito a anos por outros grandes nomes, como Unilever, Coca-Cola, Apple e Microsoft. E com mais marcas em diversos campos, também existe a possibilidade de diversos acertos e inovações chegando por aí.

Mostrando que não está cansado em surpreender as pessoas, o Google — agora Alphabet —  aponta mais uma vez para o mercado e para os consumidores que ele não está cansado e que ainda tem muita coisa pra fazer pela web e pelo mundo.

E você, gostou do meu post de hoje? Tem alguma ideia de qual pode ser o próximo passo do Google? Então não deixe de contar pra mim aqui na caixa de comentários!

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Comunicação

Como fazer sua empresa acontecer nas redes sociais?

Sabemos que a competição por atenção e engajamento dos usuários nas redes sociais está cada vez mais acirrada. O alcance orgânico está em processo de declínio e esta trajetória de queda poderá ser acentuada nos próximos anos.

Um dos maiores desafios das empresas e marcas é criar conteúdos relevantes que atraiam e promovam o engajamento da audiência. O foco agora é cada vez mais conseguir ser assertivo em relação aos temas que podem interessar aos seus interlocutores – e, muitas vezes, nem isso é suficiente.

Para que as empresas tenham sucesso nesta empreitada, é necessário criar conteúdo verdadeiramente relevante. Para isso, precisam então conhecer o perfil e as motivações da sua audiência. Além de observar cotidianamente o que os internautas mais comentam na rede, as empresas podem ainda realizar pesquisas para conhecer melhor este público.

Muitas organizações já recorrem à SurveyMonkey para conhecer o perfil de seus interlocutores, o que as auxilia a ajustar a mensagem e o canal para cada informação a ser comunicada, alinhando assim o discurso de acordo com o objetivo. Fazer um levantamento minucioso de como se comporta a sua audiência no seu dia a dia e dos assuntos que mais podem chamar a sua atenção podem ser importantes pontos de partida para definir a melhor abordagem e o canal mais adequado para esta aproximação.

O Facebook, por exemplo, pode ser uma excelente ferramenta para disseminar determinada ideia e não ser adequada para alguma outra. O mesmo acontece em relação ao Twitter, Instagram, LinkedIn, Google Plus, Youtube, Pinterest, Tumblr, entre outras. Cada rede tem sua peculiaridade e forma de compartilhar conteúdo.

Recentemente, foi realizado um estudo pela SurveyMonkey, em parceria com Social@Ogilvy, com o objetivo de entender as motivações que levam as pessoas a compartilharem um post nas redes sociais. Esta pesquisa abarcou 16 países, incluindo o Brasil, e obteve respostas de mais de 6.500 usuários de redes sociais.

O Brasil tem um grande potencial para o desenvolvimento de conteúdos para redes sociais: 71% dos brasileiros compartilham informações que consideram interessantes, por meio de seus celulares, tablets ou desktops. Somos o terceiro país do mundo em compartilhamento nas mídias sociais. Os usuários de internet no Brasil gastam mais tempo online do que em outros países integrantes dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo estudo da comScore, o Brasil é responsável por 10% do tempo total consumido globalmente em redes sociais.

Esta mesma pesquisa mostrou que os conteúdos relacionados a emoção são os mais compartilhados pelos brasileiros. Outro ponto muito relevante identificado pelo levantamento foi o tipo de conteúdo compartilhado de acordo com a faixa etária. Jovens e adultos têm interesses e motivações diferentes para fazê-lo. Manter o contato com as pessoas é a razão para replicar algum conteúdo para 34% dos entrevistados acima dos 40 anos, enquanto apenas 15% das pessoas abaixo desta faixa etária fazem tal afirmação.

Algumas recomendações para criação de conteúdos:

1. Faça seu conteúdo ser verdadeiramente relevante. Conheça o perfil e motivações da sua audiência.
2. Não enfoque em torná-lo viral. O post poderá por si só ganhar tração e viralidade como consequência de um conteúdo relevante para seu público.
3. Mantenha-se leal ao DNA de sua empresa e marca (consistência e coerência são palavras nas quais você deve pensar com carinho e devem nortear suas ações).

A mensagem final para as empresas, marcas e profissionais de mídia social é que o brasileiro gasta muito tempo online, navega muito nas redes sociais e gosta de compartilhar. Mas por outro lado, o alcance orgânico está cada vez menor. Então cabe à empresa conhecer seu interlocutor e não apenas expor para ele suas ideias. Saber as potencialidades de cada rede social é taxativo para uma comunicação efetiva. O que as empresas têm que ter em mente é que estamos vivendo um momento em que é preciso dialogar com o internauta – ou seja, trocar experiências e informações de acordo com interesses mútuos.

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Tecnologia

Big Data e as decisões do seu negócio

A Internet tem se tornado o local onde uma massiva quantidade de dados é gerada a cada dia, isto é Big Data. Não é apenas um conceito abstrato criado pelo universo de Tecnologia da Informação, mas uma forte tendência de crescimento da pulsante atividade digital.

Em um minuto, mais de 2 milhões de buscas são feitas no Google, e mais de US$ 250 milhões são gastos por consumidores na Internet. Usuários do Twitter enviam mais de 300 mil tweets. Na SurveyMonkey recebemos mais de 80MB de dados novos de nossos clientes neste tempo.

E o que fazer com tudo isso de informação? Hoje, com a análise de dados Implícitos e Explícitos, é possível entender muito do seu negócio, do mercado, do hábito de consumo dos seus clientes, tendências e sim, sair na frente com isso.

Os Dados Implícitos e suas funcionalidades

Big Data é composto por dois diferentes tipos de dados: os Implícitos e os Explícitos. Dados implícitos são aqueles coletados sem que necessariamente se tenha a anuência das pessoas durante um processo de análise. Por este fato, pode carregar consigo uma conotação sombria – muitas vezes apelidada de “Big Brother” por exemplo.

Com estes dados, as empresas passam a conhecer os hábitos de seus clientes e, desta forma, muitas vezes, conseguem prever suas próximas ações. Cada bloco de dado disponível está sendo destrinchado e esmiuçado para posterior análise. Os maiores varejistas, das cadeias de supermercados aos bancos de investimentos, têm uma área de “análise preditiva”, focada não apenas em entender os hábitos de compras dos consumidores, mas também seus hábitos pessoais, buscando assim uma forma mais eficiente de comunicar e vender para eles.

Apesar da coleta de Dados Implícitos ser a mais utilizada, pelo fato de que as informações podem ser obtidas em grande escala, você nunca saberá se suas predições estão corretas. Isto porque eles são baseados na coleta passiva dos hábitos e comportamentos das pessoas. E é exatamente por isso que não são 100% à prova de falhas.

Com esse tipo de dados, não é possível para qualquer varejista saber se uma avó está comprando um presente de aniversário para seu neto ou para si própria. Da mesma forma, este varejista não consegue saber se você está comprando um livro para você ou como presente para um amigo. E, independentemente do quão genial seja o analista, ele nunca conseguirá sugerir uma música certa sem PERGUNTAR para a pessoa se determinado ritmo lhe agrada. Sendo assim, a dica é: apenas pergunte. O simples ato de formular uma pergunta específica nos leva para os Dados Explícitos.

E os Dados Explícitos? Como eles podem ajudar nos seus negócios?

Historicamente, Dados Explícitos custam caro e demandam muito tempo para serem apurados. Estes são os motivos por que tradicionalmente os Dados Implícitos acabam recebendo uma grande relevância nas análises de Big Data. Entretanto, a tecnologia tem mudado isto. A internet permite que as empresas obtenham Dados Explícitos em grande escala, por meio de uma variedade de plataformas. Isto está dando poder aos consumidores e esclarecimento às companhias. Quando você responde uma pesquisa, avalia um negócio, dá um “curtir” em uma marca, escreve uma resenha sobre um restaurante, um livro ou um serviço, você está contribuindo para gerar Dados Explícitos.

Um exemplo disto é o que ocorreu com a Ford antes da crise financeira, quando os dados sobre vendas de carros do tipo SUV demonstraram que a grande demanda por esta categoria continuaria nos Estados Unidos. Entretanto, a Ford teve a “clarividência” em apostar no investimento em carros menores e econômicos. Como? A empresa coletou feedback dos consumidores e usou estes dados em adição às informações de vendas para desenvolver seus novos carros e planejamentos. Esta decisão foi provavelmente o motivo da Ford não precisar de ajuda governamental, o que aconteceu com a maioria das montadoras durante o período.

A grande verdade é que Dados Implícitos e Explícitos devem trabalhar juntos, complementando-se. Na SurveyMonkey, usamos ambos para executar e otimizar nosso negócio. Os Dados Implícitos que analisamos incluem, por exemplo, número de perguntas realizadas, número de pesquisas diárias, pacotes de preços, conversão de planos gratuitos em pagos, entre outros. Estas informações são cruzadas com dados conseguidos por meio de pesquisas, referentes à satisfação do cliente, cancelamento de plano ou feedback sobre o produto.

Para se ter uma ideia do tipo de escala de que estamos falando, na SurveyMonkey, recebemos diariamente de todo o mundo 3 milhões de respostas e 29 milhões de questões respondidas. Isto é Big Data. Dados Explícitos em grande escala. Isto tem nos ajudado a prever de forma mais assertiva o que acontecerá em nossos negócios.

Usar apenas um tipo de dado é perigoso. Verifique os Dados Implícitos e os Dados Explícitos. Analise seus dados, mas não se esqueça de perguntar “Por quê?”. Dados Implícitos são o “O quê”. Dados Explícitos são o “Por quê”. Um sempre será importante para sustentar o que se extrai do outro.

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Segurança

Sua senha é segura?

Todos os dias precisamos criar uma nova conta online e com cada nova conta vem o risco adicional de nossas informações pessoais serem roubadas.

Gerenciar senhas de contas online não é um assunto simples. Uma pequena ajuda seria boa para todos.

Usar um gerenciador de senhas como o Trend Micro™ Password Manager para ajudá-lo nessa tarefa importante a mantém simples e segura.

O Password Manager da Trend Micro trás um segurança extra, identificando senhas mais fracas, fornecendo criptografia de toque de teclas para defender contra keystrokers, e inclui um navegador seguro para transações financeiras na web. A melhor parte é: você só tem que se lembrar de uma senha mestra.

Sete Dicas para Ajudar a Manter Sua Segurança Online

Se você ainda não está usando um gerenciador de senhas, estas sete dicas irão ajudá-lo a criar senhas mais fortes para melhorar a segurança de suas contas online:

  1. Não faça login em nenhuma conta privada em computadores públicos em bibliotecas, hotéis ou computadores de uso comum no escritório.
  1. Lembre-se de nunca guardar senhas em um navegador web, mesmo no seu computador pessoal.
  1. Use uma senha diferente para cada conta que você criar. Não use combinações comuns como 1234, abcd, ou senha, ou frases como amomeucachorro ou nomes simples, como Duque.
  1. Ao criar uma nova senha, assegure-se de que tenha pelo menos 12 caracteres, inclua letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais como ! ou #. Mesmo que o site não exija isso, sempre é melhor estar no lado mais seguro. Considere usar uma frase ou uma letra de música, que seja fácil de lembrar, como base para a criação de senhas. Como exemplo poderia ser uma letra de música como: “Eu sou apenas um garoto pobre de uma família pobre” – ou EsauGPduFP.
  1. Ao definir perguntas de segurança, não use informações comuns que podem aparecer em uma busca online, como o nome de solterira de sua mãe, um antigo endereço ou um número de telefone. Assegure-se de que só você saiba as respostas dessas questões. Lembre-se de que as respostas não precisam verdadeiras, só possíveis de serem lembradas.
  1. Mesmo fazendo tudo isso, lembre-se de mudar suas senhas periodicamente. Recomendamos pelo menos três vezes por ano.
  1. Use autenticação de dois fatores sempre que for possível. Ter uma mensagem de texto enviada para seu celular, sempre que você se logar em uma conta em um novo computador ou quando sua senha tenha mudado, o ajudará na segurança e o alertará sempre que alguma coisa tenha mudado na sua conta.

Seguindo essas dicas simples suas informações pessoais e a segurança financeira estarão melhor protegidas online.

Mas se tudo isso parecer demais, tente nosso simples gerenciador de senhas.

Assista ao vídeo: Quem Precisa de um Gerenciador de Senhas?

 

Assista ao vídeo: Usando o Gerenciador de Senhas em Todos os Seus Dispositivos

 

Por Trend Micro.

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Segurança

Na hora de proteger sua empresa, não se esqueça de suas informações

O crescimento da violência no Brasil tem feito com que as empresas estejam cada vez mais preocupadas com a segurança física dos seus ativos

O crescimento da violência no Brasil tem feito com que as empresas estejam cada vez mais preocupadas com a segurança física dos seus ativos, por meio do uso de alarmes, câmeras de vigilância, rastreadores, entre outros.

Contudo, apesar dos cibercriminosos estarem cada vez mais ousados e sofisticados, o mesmo investimento não acontece com a segurança da informação, especialmente, entre pequenas e médias empresas.

Muitas corporações funcionam como uma casa repleta de câmaras de segurança e alarmes, mas que está com a porta dos fundos aberta. O que isso quer dizer? Apesar de adotarem as melhores soluções tecnológicas para evitar furtos e roubos, muitas empresas esquecem de se preocupar com o comportamento dos usuários e que pode representar uma porta aberta para os cibercriminosos.

Se pensarmos que a perda de dados sensíveis ou a parada de uma aplicação crucial para a companhia pela ação de cibercriminosos pode gerar prejuízos milionários para as organizações – e muitas vezes irreversíveis para a imagem da corporação –, essa deveria ser uma preocupação fundamental de qualquer empresa. Mas por que boa parte das companhias ainda não trata a segurança da informação como deveria?

Um dos fenômenos que justifica essa falta de cuidado com segurança da informação é a falsa sensação de que esse tipo de problema é uma questão de azar e, entre tantas empresas no mundo, a sua provavelmente não será atingida pelos cibercriminosos.

Somente no ano de 2014, podemos citar inúmeros casos, inclusive no Brasil, de grandes empresas que estiveram vulneráveis quando o assunto era a segurança de seus dados. Recentemente, a ESET divulgou um relatório de tendências em ameaças virtuais para 2015, o qual aponta que deve haver uma ampliação dos ataques direcionados a corporações, os quais tendem tornar-se cada vez mais elaborados.

Ainda de acordo com a pesquisa, com o aumento do uso de sistemas de pagamento online, esse tipo de plataforma tem se tornado cada vez mais atraente para cibercriminosos interessados em ganhos financeiros e deve ser um dos alvos preferenciais de ataques.

Diante desse cenário, fica claro que ser uma vítima de cibercrime é muito mais do que um simples azar e depende de uma combinação de tecnologias adequadas com políticas de uso dos recursos e informações das empresas.

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Finanças e Tributos

O que ninguém contou para você sobre NFC-e

Se tem uma coisa que não podemos ignorar é o avanço do espírito empreendedor no Brasil, mesmo em tempos de crise.

Aliado a isso, a taxa de mortalidade das empresas, ou seja, aquelas que sobrevivem ao primeiro ano, foi de 18,7% na pesquisa mais recente, a menor dos últimos cinco anos, segundo o IBGE. Isso demonstra o quanto o micro e pequeno empresário tem se planejado para entrar no mercado – ele está a cada dia com mais infraestrutura e conhecimento necessários para fazer o seu negócio prosperar, além de ter o apoio do governo com a diminuição da burocracia para estimular a atividade empreendedora, com a maior abrangência do Supersimples, por exemplo.

É claro que a tecnologia tem um papel fundamental neste processo também. No Brasil, segundo o Ibope Media, somos 105 milhões de usuários de internet, o que representa 51,6% da população. São números impressionantes, não é mesmo? Mas não podemos esquecer de uma outra face que está por trás deles: será que o empreendedor brasileiro está inserido nesta estatística com a mesma força de expressão?

Eu pude observar diversos momentos da economia do país e a evolução do mercado em relação ao uso de tecnologias a favor das empresas. Em 2008, quando a primeira nota fiscal eletrônica foi emitida, houve uma grande revolução: os empreendedores precisaram se adequar à nova realidade, utilizando esta tecnologia que veio junto com uma série de obrigações fiscais implementadas para evitar a sonegação. E eu contei toda essa história até agora para chegar em um ponto muito importante: uma nova revolução já começou a acontecer, e os impactos dela para os micro e pequenos empreendedores pode parecer doloroso no início, mas representará um enorme desenvolvimento num futuro muito próximo.

Você já deve ter ouvido falar de NFC-e, o arquivo eletrônico que deverá ser transferido para a Secretaria da Fazenda e substituirá o cupom fiscal em papel, que deixará de ter valor legal. As novas notas eletrônicas virão com um QR Code, que pode ser lido do celular com todas as informações da nota. Aos poucos, ela está sendo implementada pelo governo: desde janeiro deste ano, já vem sendo praticada no Rio de Janeiro, com prazo de até dezembro de 2017 ser obrigatória para todos os segmentos que comercializam qualquer tipo de produto; em São Paulo, está em discussão a utilização de um padrão baseado em software, muito mais vantajoso para o empresário na ponta, que diminuirá custos com a impressora fiscal e manutenção. Nos demais estados, a agenda de implantação também está em andamento, e acredito que até 2020 todo o país fará uso obrigatório da NFC-e. E é aqui que entra a nova revolução da qual eu falei.

Para estar em dia com o fisco dentro da nova obrigatoriedade eminente, o empreendedor precisará de aparatos tecnológicos como computador, internet, etc. Quando pensamos nas grandes e médias empresas, isso pode soar até banal… mas vamos imaginar a padaria da esquina da sua casa, ou a lojinha do Seu Zé que ainda utiliza caixa registradora e não emite cupom fiscal. Estes empreendedores precisarão se inserir, muito em breve, no contexto da tecnologia para continuarem operando. A obrigatoriedade impulsiona o crescimento, e já existem projetos pensados para o modelo da nuvem para os próximos anos, que vai facilitar ainda mais o uso da tecnologia pelos novos usuários. Mas mesmo a nuvem precisa de um link de internet, e aí voltamos à história da revolução.

Atravessamos um período incrível de maturação do mercado e evolução na descoberta dos benefícios das tecnologias a favor dos negócios. Sobrevivemos, seguimos adiante e estamos cada vez mais preparados para os próximos anos de empresa, aderindo a sistemas de gestão, à maquininha de cartão de crédito que envia recibo eletrônico para o e-mail do cliente, emitindo nota fiscal eletrônica e, muito em breve, nota fiscal do consumidor eletrônica. Tudo isso tem um pano de fundo que diz muito a respeito do comportamento do consumidor, que exige cada vez mais praticidade e segurança no momento da compra – o que faz com que os donos de negócios se adaptem a essas novas expectativas, fechando o ciclo com muito mais transparência na arrecadação e impedimento da sonegação fiscal. Todos estão alinhados e caminhando juntos em direção a um caminho que não tem mais volta: o de alcançar a maturidade tecnológica necessária para uma realidade que impulsiona o espírito empreendedor no Brasil, que anda mais forte do que nunca.

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