Empreendedorismo

Por que a retenção de clientes é mais barata do que a conquista de um novo?

Quando me questionam qual é o elemento mais importante para um negócio alcançar o sucesso, a resposta é sempre a mesma: a retenção de clientes. Aquelas pessoas que vivem consumindo os produtos de sua empresa e, vira e mexe, recomendam sua marca e seus serviços para amigos e familiares, fazem parte de uma estrutura primordial que contribui diretamente para o êxito de qualquer empreendimento.

Eu, por exemplo, costumo comprar minhas meias sempre na mesma loja, há dois anos, e, toda vez que efetuo uma nova compra, recebo um benefício diferente. Isso me faz sentir especial, já que eu sempre consigo um desconto bacana, além do atendimento ao cliente sensacional que é oferecido — mesmo sendo eu um robô!

Isso mostra que lojistas já reconhecem que apostar na fidelização é uma ótima forma de reter os clientes, além de ser uma estratégia barata e eficiente para não perder de vistas aqueles mais fiéis ao seu negócio.

Lembre-se de que a concorrência sempre estará de olho, espreitando cada um deles e pronta para levá-los embora. Continue comigo que vou te explicar por que a retenção de clientes é mais barata ― e mais vantajosa ― que a conquista de um novo!

A importância da fidelização

O cliente fiel corresponde a 65% do faturamento de uma empresa e, além disso, manter quem já conhece seus produtos e possui um certo nível de relacionamento com sua marca é muito mais barato do que investir em novos consumidores.

Eu sei, pode parecer loucura, mas pense o seguinte:

  • Ao manter um cliente satisfeito e fiel, a empresa agregará mais valor ao negócio, criando autoridade para sua marca e relevância no mercado, além de ter pouquíssimo custo.
  • De acordo com meu colega Philip Kotler, cerca de 95% dos clientes insatisfeitos simplesmente deixam de comprar na empresa sem externar qualquer reclamação. E, no final das contas, atrair clientes que compram e não voltam pode trazer mais prejuízo do que lucro a médio e longo prazo.
  • Para conquistar um novo cliente, será necessário investir em marketing — direta ou indiretamente — e isso custa dinheiro. Se o seu programa de fidelização não for implementado de forma eficaz, sua empresa não conseguirá reter o consumidor que, mesmo tendo uma experiência positiva, poderá optar pelo concorrente na próxima vez.

Desvantagens de atrair novos clientes

Mais investimentos serão necessários

Será necessário investir em marketing, treinamento e anúncios para atrair novos clientes. E, dentro dos novos clientes atingidos, não há nenhuma garantia de que algum deles retornará à sua loja sem a implementação de estratégias (e mais investimentos).

Há a possibilidade de atrair os clientes errados

Se você não fizer uma campanha bem segmentada, correrá o risco de atrair clientes que não agregarão valor ao seu negócio. E, além disso, apenas uma pequena parte do público atingido converterá efetivamente mais vendas.

Será necessário um atendimento mais eficaz

Quanto maior for a quantidade de clientes, maior (e melhor!) deverá ser o atendimento oferecido por sua empresa. É necessário investir em treinamento e, em alguns casos, na criação de um departamento para ficar responsável pelos novos clientes.

Caso você não tenha realizado um plano de negócios realmente estruturado, sua empresa poderá não ser capaz de responder todos os pedidos feitos.

Bom, não me entenda mal. Eu não quero dizer que novos clientes serão ruins para seu negócio. Porém, se você não possuir um programa de fidelização realmente eficaz dentro de sua empresa, as chances da concorrência pegar o seu espaço serão muito maiores. As pessoas buscam qualidade, satisfação e as melhores condições de acordo com suas preferências.

Benefícios da retenção de clientes

A garantia da satisfação de seus clientes é uma forma de validação de sua empresa perante o mercado, a concorrência e os futuros consumidores.

Somada a um clube de fidelidade, a satisfação do cliente pode se transformar em uma poderosa arma de divulgação, atraindo novos clientes para o seu negócio a partir da indicação pessoal e do marketing boca a boca.

Confira os benefícios que o cliente fiel e satisfeito trará a sua empresa:

Mais valor ao seu negócio

Quando eu digo “agregar valor”, quero dizer que uma indicação pessoal tem muito mais peso do que uma busca simples, por exemplo.

E, quando um cliente fiel indica sua empresa para um novo consumidor, o cliente em potencial criará uma expectativa positiva em relação à sua empresa, já que ouviu falar bem de sua marca e sobre como suas soluções impactam na vida de seus consumidores.

Mais vendas com menos investimentos

É possível fazer com que um cliente fiel gaste mais em sua empresa, já que ele identificou o valor de seus produtos e criou um vínculo com o seu negócio.

Sendo assim, você pode (e deve!) oferecer novos produtos e soluções para esse cliente, de acordo com suas preferenciais e seu histórico de compras. Nesse ponto, um software de gestão de clientes o ajudará bastante!

3. Publicidade gratuita

Uma das melhores formas de atrair novos clientes para seu negócio é através do marketing boca a boca e esse, talvez, seja o benefício mais evidente da fidelização.

A publicidade gratuita pode vir nas redes sociais ou indicações rotineiras. Porém, de ambas as formas, o marketing trará resultados a médio e longo prazo, ajudando o seu negócio a se estabelecer tanto no mercado quando na vida das pessoas.

Efeitos da fidelização a médio e longo prazo

Os clientes fiéis são o pilar de qualquer empresa e, como já vimos, representam a maior parte das vendas realizadas. Manter uma relação estreita com esse perfil de consumidor fará com que sua empresa vá se estruturando cada vez mais.

Se você possui uma cultura de fidelização que trabalhe unindo diferencial, satisfação e benefícios, as chances da sua empresa se estabelecer no mercado são altíssimas, garantindo que, no seu segmento, a sua marca seja a primeira alternativa quando pedirem uma indicação.

Um cliente satisfeito e fidelizado é uma extensão de seu negócio em qualquer parte do mundo. Pense nisso!

E você, o que acha que mais custos? Investir em atração ou em retenção de clientes? Compartilhe sua experiência comigo, deixe um comentário!

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Empresário e Pessoa física

O que é recuperação judicial? Ela pode garantir a vida de um negócio!

Já falei aqui sobre alguns erros de gestão cometidos por pequenos empreendedores e que podem ser fatais para seu negócio. No entanto, independentemente do tamanho, todas as empresas passam por momentos de dificuldade. Hoje em dia, existem instrumentos legais que podem te ajudar nesses períodos de crise e maior aperto. Em vez de simplesmente fechar sua empresa, que tal experimentar a recuperação judicial? Confira mais informações:

O que é a recuperação judicial? Quando solicitar?

Para evitar a falência de uma empresa, o direito permite que seus sócios requeiram a um juiz sua recuperação judicial. Em vez de fechar as portas de vez, essa é uma tentativa de reorganizar dívidas e pagamentos. As atividades continuam, assim como as relações de trabalho e também as dívidas dos credores. Afinal, tudo que você empreendedor quer é o sucesso do negócio, não é mesmo? E essa ferramenta pode ser usada por qualquer empresa, independentemente de tamanho e área de atuação. Encerrar as atividades por completo é mesmo a última opção!

Como ela funciona?

Mas então você deve estar se perguntando o que muda durante a recuperação judicial! Depois de realizado o pedido de recuperação ao juiz explicando a situação financeira da empresa e do despacho que a autoriza, é preciso apresentar um plano em até 60 dias. Os pagamentos de dívidas em aberto podem ser suspensos até que esse plano seja apresentado e aceito pelos credores. Calma, vou explicar melhor como esse plano funciona! O que você precisa saber neste momento é que os credores da empresa terão a possibilidade de contestá-lo, ou até mesmo chegar a um acordo sobre sua forma de pagamento.

Quais são as principais vantagens desse recurso para as empresas?

Existem diversas vantagens relacionadas à recuperação judicial. Primeiro, é importante lembrar que ela oferece uma chance para que você sobreviva a períodos de crise sem ter que fechar as portas. Para seus credores, isso também é uma vantagem, já que eles terão uma oportunidade de receber seu pagamento, ainda que não tenham uma garantia. Melhor ter a chance de receber, do que um calote, não é mesmo?

Antigamente, se a empresa não tinha como arcar com suas dívidas, os credores sem garantia ficavam completamente desamparados. Além disso, todo o processo de recuperação é supervisionado por um administrador judicial e pelo juiz, que analisam de forma transparente e minuciosa as finanças, a contabilidade, os planos de negócio e outros aspectos essenciais para a vida da empresa. Ou seja, as chances de recuperação são grandes!

O que deve constar em um plano de recuperação?

O plano de recuperação contém as condições de pagamento e funcionamento da empresa durante o período programado para a empresa sair dessa crise. É feito um plano de negócios, uma projeção de redução de custos (venda de bens, diminuição de certas áreas, redução de atividades, etc.), novos parcelamentos (ou até mesmo redução) de algumas dívidas, além de analisar a disponibilidade de fluxo de caixa para o pleno exercício das atividades empresariais.

Se o plano de recuperação não for cumprido à risca, aí sim é decretada a falência da empresa. Nesse caso, o empreendedor é afastado de suas atividades e os bens da empresa servem para quitar o restante das dívidas existentes.

O que achou dessas informações? Ainda tem alguma dúvida sobre a recuperação judicial? Deixe aqui seu comentário! Participe!

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Empreendedorismo

5 dicas para abrir o seu primeiro negócio com pouco investimento

Quem nunca quis tirar uma ideia do papel e acabou se deparando com a carteira vazia? Isso pode ser bem frustrante! Mas fique calmo: é possível sim abrir o primeiro negócio com pouco (ou nenhum) dinheiro.

A falta de recursos financeiros pode até se tornar um trunfo e alimentar o espírito inovador que há dentro de você.

Você pode estar pensando: “Tudo bem, Clico, eu já entendi que é possível, mas o que eu devo fazer?”. Para dar aquele empurrãozinho, separei 5 dicas para você começar agora!

1. Faça a validação da sua ideia

Muitas vezes tive ótimas ideias de negócios e ficava com aquela eterna dúvida: “Será que isso tem chances de dar certo ou só estaria perdendo meu tempo? ” A única forma de resolver isso é validando a sua ideia antes mesmo de começar.

Para isso não adianta só perguntar a opinião dos seus amigos e família. A melhor maneira de validar sua proposta é conversando com potenciais clientes, empreendedores experientes e investidores. Com eles você poderá desenvolver a melhor solução para o problema que identificou e ainda colher feedbacks valiosos com pessoas que, muitas vezes, conhecem o mercado melhor do que você.

2. Encontre um sócio para abrir o primeiro negócio

Começar um negócio é sempre uma tarefa árdua e fazer isso sozinho pode deixar as coisas ainda mais difíceis. E a situação pode piorar ainda mais com pouco dinheiro.

Com isso, procure por um sócio que compartilhe das suas visões de produto ou serviço. Busque por pessoas que o complementem, que sejam muito melhores que você em áreas-chave para o seu negócio.

3. Não tenha medo de fazer networking

Criar e manter uma boa rede de contatos é muito importante para qualquer empreendedor. Além das potenciais parcerias comerciais, outros empreendedores do seu setor de atuação podem fornecer informações mais precisas do mercado e dicas para o dia a dia da sua empresa.

Dessa maneira, é possível descobrir formas de aplicar os recursos escassos que você possui de uma maneira mais inteligente.

4. Mostre ao mundo que sua empresa existe

Investir em marketing é prioridade. E as mídias digitais são o melhor investimento em marketing para quem está com poucos recursos. São canais mais baratos e acessíveis do que as mídias tradicionais.

Não adianta nada você desenvolver um produto/serviço incrível se as pessoas não souberem que ele existe. Então, é preciso divulgar seu negócio. As pessoas precisam encontrar você quando buscarem por soluções.

5. Faça coisas que não escalem

Essa é uma dica roubada do Paul Graham, um dos fundadores do Y Combinator, uma das maiores aceleradoras de empresas do mundo.

Faça desde as vendas até o suporte ao cliente no início do negócio. Somente desta forma você irá entender todas as dores internas e externas do seu negócio e poderá desenvolver processos para, aí sim, escalar o desenvolvimento do seu projeto.

Quanto mais escassos os recursos de uma empresa, melhor eles devem ser administrados, mas não isso não pode ser uma desculpa para deixar de abrir o primeiro negócio.

Defina metas e procure aprender tudo sobre o negócio e o mercado. Elabore um bom plano de negócios, faça as adaptações necessárias no dia a dia, e garanto que você irá longe!

Gostou das nossas dicas? Está pronto para abrir o primeiro negócio? Compartilhe suas expectativas nos comentários!

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Empreendedorismo

Dicas simples para montar um Plano de Negócios

Quando eu era pequeno, lembro que minha avó dizia que meu avô era do tipo que “soltava os cachorros e depois tentava colocar a coleira”. Eu nunca entendi isso muito bem, até porque eles tinham gatos em casa, e nenhum cão.

Depois que virei empreendedor, porém, entendi exatamente o que este dito popular significava — e notei como ele era parecido com o que todos nós que abrimos o próprio negócio fazemos, mesmo sem perceber. “Soltar os cachorros e depois prender” significa ir fazendo as coisas e depois tentar remediar, no caso de haver algum problema. É não perder a oportunidade e ir rápido em direção ao objetivo.

Apesar de o perfil empreendedor ser marcado também pela ousadia, hoje em dia a concorrência é muito grande e o “colocar a coleira depois”, ou remediar um problema só quando ele aparecer pode ser fatal para a empresa. Não podemos nos esquecer de que o índice de mortalidade precoce das empresas brasileiras — aquelas que fecham as portas no primeiro ano de vida — gira em torno de 16%. Isso é muita coisa!

Existe um aliado muito interessante neste processo: o Plano de Negócios. Nele, basicamente, você insere as informações de onde sua companhia está, aonde você quer que ela chegue e como será o trabalho para obter este resultado. É o norte de todas as suas atividades.

Já fiz um post explicando como tirar a empresa do papel, você se lembra? O de hoje, então, é um passo anterior: como colocar a sua empresa no papel. No Plano de Negócios deve estar contido tudo o que for referente à sua companhia. Veja mais sobre o assunto no artigo de hoje e entenda como montar o seu Plano de Negócios!

O que é o negócio?

Responda a algumas questões básicas sobre o ramo de negócios de sua empresa:

  • Qual foi a oportunidade de mercado que você visualizou?
  • Quais dores de seu público-alvo serão atendidas?
  • Qual é o segmento de atuação e diferenciais de sua empresa?

Para exemplificar, cito a definição de uma amiga que pretendia abrir uma loja de lingerie. Ela definiu assim o seu negócio: “Loja varejista de lingerie especializada em tamanhos grandes, com atendimento focado em mulheres de 30 a 50 anos que querem valorizar seu corpo sem necessariamente destacar sua silhueta ou suas curvas”. Ficou bem claro, não é mesmo?

Qual é o montante de capital a ser investido?

O montante de capital a ser investido é o resultado de dois cálculos. O primeiro é o dos valores utilizados para o início das atividades da empresa. Nele, é importante listar todos os itens que serão comprados ou os valores utilizados antes mesmo de seu negócio começar a atender ao público.

O segundo cálculo é o do capital de giro para manter sua empresa funcionando entre 6 meses e 1 ano, mesmo que ela não tenha um bom faturamento no início de sua existência.

Muitos empreendedores conseguem pensar no primeiro cálculo e iniciam suas atividades sem prever que os primeiros meses são os mais difíceis para a empresa, pois ela não tem clientes fidelizados, não é conhecida no mercado e os gastos com publicidade e promoções são maiores que o retorno trazido.

Um exemplo disso é o caso de três amigos meus que investiram mais de R$ 200 mil em um negócio inovador de vassouras ecológicas que custavam 20% a mais que as tradicionais, mas que duravam até 3 vezes mais. Por falta de capital de giro para a manutenção da empresa, precisaram encerrar as operações no 4º mês de existência da empresa.

Detalhe: venderam o maquinário pela metade do preço para um empresário que, 6 meses depois, tinha recuperado 200% do valor pago para eles. Ou seja, o negócio tinha grande chance de dar certo, mas eles não planejaram corretamente o montante de capital a ser investido.

Quais são os principais produtos e/ou serviços?

Quase todos os empreendedores começam seu plano de negócio por aqui, o que é um erro! Sua empresa, seus produtos ou serviços existem para suprir uma necessidade, solucionar um problema ou alavancar uma oportunidade que as pessoas vislumbram. Nenhum produto tem um fim em si mesmo.

Em outras palavras, ninguém compra uma roupa pelo simples fato de ela ser bonita, mas sua motivação pode ser o status social que a roupa traz, a necessidade de se vestir, uma questão de estilo de vida — como é o caso das roupas esportivas — ou por entenderem que o preço está abaixo do que seria justo para adquirir aquela roupa.

Então, antes de definir quais são os produtos ou serviços que sua empresa oferecerá, determine quais são as necessidades que eles atenderão e quais serão as motivações das pessoas para comprá-los.

Qual é o faturamento mensal estimado?

O faturamento é a soma total das vendas (quantidade de unidades vendidas multiplicada pelos valores dos produtos) que sua empresa realizará baseada no estudo de público-alvo que será atingido por ela.

No caso da minha amiga, sua loja ficava em um bairro de classe média, onde as estatísticas apontavam que a maioria da população eram mulheres de 30 a 50 anos que estavam com sobrepeso, ou seja, ela tinha um bom mercado para explorar.

Qual é o perfil dos principais clientes?

Esse é o principal item de sua pesquisa e dele derivam todos os outros. Se você não pesquisar bem as características do público-alvo, correrá sérios riscos de oferecer o produto errado, para as pessoas que não se interessam por ele.

Aqui é importante considerar a fixa etária do público-alvo, o grau de instrução, a religião, os hábitos em geral, a classe social, a renda mensal média, os lugares que ele frequenta, os gostos artísticos (muito importante saber disso para determinar a identidade visual de sua empresa, loja e embalagens de produtos), entre outros fatores.

Onde será localizada a empresa?

Do estudo do público-alvo nasce a melhor localização de sua empresa, pois seus hábitos podem indicar que sua empresa deveria ficar próxima a um local que as pessoas já frequentam, assim diminuiria a necessidade de sua divulgação. Por exemplo: uma loja de artigos religiosos deveria ficar próxima ao templo que as pessoas daquela religião frequentam, você não acha?

Quanto é o lucro estimado?

Descontadas todas as despesas com a manutenção do negócio (aluguel, água, luz, telefone, funcionários, impostos, reposição de estoque, entre outros), quanto de dinheiro sobre no final do mês? Este é o lucro estimado de sua futura empresa.

Em quanto tempo espera que o capital investido retorne?

O retorno sobre o investimento (ROI) é o indicador que mede a quantidade de tempo necessária para que o lucro da empresa possa cobrir o investimento inicial. Ou seja, durante algum tempo, o empresário estará trabalhando para recuperar o capital que investiu ao abrir o negócio.

No caso da fábrica de vassouras ecológicas, esse seria o momento em que os lucros já cobririam todos os valores usados na operação cotidiana da loja e ainda devolveriam os R$ 200 mil usados para a abertura da empresa.

É importante perceber que, até este momento, o empreendedor está com uma relação deficitária com sua empresa, pois ela não aumentou suas riquezas de forma real, somente a partir do momento que ela retorna o valor que foi investido é que o empresário começa a ter lucros. Por isso, torna-se indispensável a mudança de paradigma, isto é, um planejamento mais eficaz, focado em grandes resultados. É isso que eu vou mostrar a seguir. Acompanhe.

Conheça o Plano de Negócios

Este é o Plano de Negócios básico, mas existem ainda outros pontos muito importantes:

  • Quantidade de sócios e descritivos das atividades e atribuições de cada um deles;
  • Missão da empresa (se você tem uma loja de doces, a missão será, por exemplo, satisfazer o cliente através da produção de receitas saborosas, em um ambiente limpo e agradável);
  • Plano de marketing: como você vai fazer para que sua empresa seja conhecida (divulgação de anúncios, comerciais, etc.);
  • Regime tributário: qual será o regime tributário de sua empresa? Para isso, você precisará da ajuda de um contador;
  • Fonte de recursos dos investimentos;
  • Estudo de concorrentes: onde estão os principais concorrentes? Como eles cobram e qual é o diferencial do negócio deles?
  • Preço dos produtos: como ele será calculado, levando em consideração custos operacionais e margem de lucro?
  • Número de funcionários necessários para cumprir as funções do processo operacional total.

Estes são apenas alguns pontos dos processos. A base de tudo é entender qual a viabilidade financeira de sua empresa e como você vai fazer para chegar ao tão sonhado empreendimento rentável e equilibrado.

Flexibilidade na montagem do Plano de Negócios

Talvez você seja muito orgulhoso quando investe no seu próprio negócio, não ouvindo muito o que o mercado, aquela pesquisa, os clientes e os resultados estão lhe dizendo — ou, quer dizer, gritando a você. O que aprendi muito nessa vida é que ser flexível é uma das “ferramentas” — ou se você quiser chamar de qualidade — mais promissoras que temos em nossa personalidade.

O motivo é quase que banal: quando temos a capacidade de escutar ou de enxergar o que está à nossa frente, sabendo analisar o que está dando errado e o que está dando certo, conseguimos nos adaptar aos ambientes e realizar mudanças que visem o lucro e o sucesso do empreendimento.

Mesmo que você tenha muito apreço por determinada ideia, na hora de montar o plano de negócios você precisa estar preparado para ser flexível, porque irá levantar dados, tabelas e relatórios que irão dizer, por meio de estatísticas e pesquisas, se o projeto é viável ou não. É nessa hora que a flexibilidade ajuda, porque você pode encontrar uma forma de se adequar diante da dificuldade.

Acompanhamento do Plano de Negócios

Como estamos vendo, sem dúvida, montar um plano de negócios é um processo difícil e cheio de pormenores. Contudo, há um detalhe ao qual poucos empreendedores ficam atentos: a necessidade não apenas de implementar um Plano de Negócios, mas também de acompanhá-lo para verificar o andamento das mais variadas etapas.

Esse esquecimento se deve a diversos fatores como, por exemplo, a ansiedade de tirar a empresa do papel ou o estresse com outros assuntos. O fato é o seguinte: ao acompanhar todo o plano, a chance de errar se torna inexistente, uma vez que você saberá em que arriscar, o quanto investir e estimar se aquela estratégia dará certo em determinado momento.

Coloque o plano de negócios em prática e lembre-se de que sempre será necessário ficar de olho em qualquer mudança brusca nos resultados ou insatisfação dos clientes, para não perder dinheiro e não ter que arcar com as consequências mais sérias, como dívidas e reclamações. Por isso, observe os resultados e mantenha um monitoramento mais próximo e constante.

Lide com imprevistos

Em um plano de negócios, o que não falta são os imprevistos. Afinal, como lidar com eles? Então, venho aqui para lhes dizer que os acasos são o que deixam o sucesso ainda mais instigante.

Vocês podem até fazer uma analogia com a palavra desafio. Os imprevistos chegam para testar se você é capaz ou não de ultrapassar um obstáculo! E, para isso, você pode muito bem se apoiar ao marketing para dar a volta por cima e criar manobras rumo ao sucesso.

E então? O que você achou dessas dicas simples para montar um Plano de Negócios eficiente? Bem, agora que você já sabe como montar um, quem sabe você não vira um dos empreendedores que ficam milionários com menos de 30 anos? Mãos à obra!

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Empreendedorismo

Como montar um pet shop sem complicações?

Montar um pet shop pode ser, além de um negocio muito lucrativo, muito prazeroso! Afinal, é muito satisfatório cuidar do bem-estar de animais e lidar com quem pensa de maneira semelhante, ou seja: os donos de pets. Se você pensa assim, está cursando medicina veterinária, conhece alguém do ramo ou fez uma pesquisou e descobriu as muitas possibilidades desse tipo de negócio, leia meu post de hoje e descubra como montar um pet shop de maneira simples!

Elabore um plano de negócios

Ao abrir qualquer negocio — e um pet shop não é exceção —, a etapa essencial é elaborar um plano de negócios. Ele será fundamental para você saber direitinho o que fazer em cada momento do empreendimento e enxergar o caminho que sua empresa deverá seguir até o crescimento. Dessa maneira, você manterá o foco e não se perderá ao longo do caminho.

Mais uma dica valiosa: adotar um aplicativo de gestão especialmente pensado para seu pet shop será um diferencial e tanto na vida do seu novo negócio!

Escolha o ponto comercial

Essa é uma decisão essencial, pois o ponto é em grande parte responsável pelo sucesso do negócio. Claro, sua loja deverá estar em um lugar movimentado, em evidência para os passantes.

Mas, por se tratar de um lugar no qual as pessoas irão com seus animaizinhos, ao escolher o melhor endereço possível para o seu comércio, fique atento à tranquilidade que ele passará aos clientes.

Se você pretende prestar serviços, como banho e tosa, prestar atenção a isso se torna mais importante ainda, já que os animais ficarão algum tempo no seu estabelecimento. E dono nenhum deixará seu bicho em um lugar no qual ele acabe se assustando por causa de barulhos intensos ou agitação excessiva.

Outro aspecto fundamental da questão está relacionado ao tipo de edificações que há em volta do ponto comercial no qual você vai abrir seu negócio. Prefira um lugar repleto de edifícios a um só com casas: quem mora em apartamento tem mais dificuldade para prestar os cuidados de higiene ao animal, recorrendo mais vezes aos serviços dos pet shops.

Pet shops: variedade é a chave para o crescimento

Pensar na ampla gama de produtos que podem ser comercializados em um pet shop é um incentivo a entrar no ramo de cabeça. Os pet shops têm condições de vender muito além de ração para cachorro: há no mercado diversos produtos pensados para os animais — todos com muita procura, pois quem tem um pet costuma enxergá-lo quase que como a uma criança!

Sendo assim, definir quais produtos estarão na sua loja é um passo a mais para você se decidir. Pois, de acordo com o que oferecerá à clientela, precisará adequar o espaço no qual funcionará o pet shop.

Autorizações necessárias para montar um pet shop

Para montar seu pet shop com toda tranquilidade, você precisará da permissão da prefeitura municipal, que é quem fiscaliza a abertura e o funcionamento desse tipo de comércio. Além disso, será necessário conseguir registro junto ao ministério da agricultura e à vigilância sanitária. Se você for comercializar animais silvestres, terá que procurar o Ibama também, para obter autorização específica.

Em um país no qual o mercado de serviços e produtos para pets já movimenta mais de R$16 bilhões e vem crescendo cada vez mais, montar um pet shop tem tudo para dar certo! E o melhor de tudo: sempre há espaço para mais um nesse promissor setor.

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Empreendedorismo

Você sabe o que é necessário para administrar uma pequena empresa?

​Até já imagino sua resposta para a questão que nomeia o post de hoje: “Claro que sei! Garra, força de vontade, honestidade…” Sim, você está inteiramente certo! Só que, para uma boa administração de uma pequena empresa, é preciso adotar algumas condutas e atender requisitos essenciais — como a elaboração de um plano de negócios, por exemplo.

Para esclarecer tudo o que você precisa saber sobre como administrar uma pequena empresa, preparei o post de hoje. Acompanhe as minhas dicas!

Conheça a fundo o ramo no qual atuará

Muita gente pensa que basta identificar um ramo próspero, que esteja “bombando”, e se aventurar. Mas, lançar-se em aventuras é coisa para o Indiana Jones, não para nós, verdadeiros empresários.

Ao pensar em consolidar uma marca, ou estar no Top 10 do seu ramo, você terá que conhecer todos os aspectos do negócio: desde a infraestrutura necessária, passando pelos suprimentos, quais os tipos de funcionários se adequarão melhor a ele, e mais uma série de “detalhes” que só alguém com profundo conhecimento do ramo é capaz de usar a seu favor.

Isso não significa que você não possa aprender: no caso do ramo que está em evidência, vale se interessar, buscar autoridade no assunto e arregaçar as mangas!

Faça uma gestão financeira séria

Quantas vezes eu já vi gente altamente qualificada, com capital de giro disponível e munida de boa vontade e força de trabalho perder-se na gestão financeira de uma pequena empresa! Triste, mas, verdadeiro. De nada adianta investir alto em um negócio se você não fizer uma gestão financeira saudável e equilibrada.

Delegue tarefas, mas assuma a responsabilidade

Administrar uma pequena empresa requer pulso e presença constantes. Delegar funções e responsabilidades faz parte de uma boa administração, mas deixar tudo nas mãos de outras pessoas é prejuízo na certa.

Deixar seu negócio nas mãos de funcionários — por maior que seja sua confiança em um gerente, diretor, ou outro colaborador —, é ótimo, desde que ele tenha muito claro que é você que está no comando e sabe tintim por tintim o que acontece na empresa.

Ah, e que isso não se torne prática habitual: sua empresa dificilmente anda tão bem quando você está ausente, preste atenção a isso!

Mantenha absoluto controle sobre seu estoque

Seja lá qual for o tamanho do seu estoque — se são apenas alguns itens em uma prateleira, ou caixas e mais caixas no almoxarifado —, mantenha total controle sobre ele. É nele que estão seus recursos, seu material de trabalho.

Faça contagens, use planilhas que possibilitem uma clara visão de cada mercadoria e/ou produto. Uma boa dica que te dou é que escolha um sistema de gestão. Não permita perdas, cuide do que é seu!

Escolha bem sua equipe

Na gestão da pequena empresa, é comum, ao surgir uma vaga a ser ocupada, que funcionários mais antigos indique amigos ou parentes — e  aí vira aquela bagunça! Tenha uma visão profissional do processo de contratação de pessoal, sempre se baseando em análise de curriculum, experiência na área e, acima de tudo, na honestidade comprovada de quem vai te ajudar a levar sua pequena empresa a ser grande.

Viu como nem tudo é tão simples como imaginamos e há mais coisas entre o primeiro e o mais alto degrau do sucesso empresarial do que supõe nossa vã filosofia? Pois é, a maneira como administrar uma pequena empresa é decisiva para ela crescer e se tornar um caso se sucesso ou desaparecer entre tantas outras.

Gostou do assunto de hoje? Tem alguma dúvida? Deixe seu comentário!

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