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Como fazer a gestão do primeiro ano da sua empresa

 

1. Introdução
2. O que fazer no primeiro ano de atuação

2.1 Finanças e contabilidade

2.2 Marketing

2.3 Vendas

2.4 TI

2.5 Fornecedores

2.6 Networking

3. Conclusão

Não é fácil abrir uma empresa, especialmente no Brasil. A princípio, precisamos pensar no conceito do negócio, no estudo de mercado, no teste das principais ideias, nos produtos e serviços etc.

Depois, vêm as questões burocráticas: guias, impostos, alvarás e por aí vai. E ainda tem a viabilização financeira! Resumo da ópera: não conseguimos abrir uma empresa da noite para o dia. É demorado, trabalhoso e bastante burocrático.

Então, depois que finalmente você testou as melhores ideias, escolheu o melhor modelo de negócio, levantou recursos e resolveu as questões burocráticas, é hora de descansar um pouco, certo? Errado! Dados do SEBRAE mostram que 30% das empresas têm que fechar as portas logo no primeiro ano de vida, então agora é hora de ter atenção!

Existem várias razões para que os negócios sejam tão frágeis no primeiro ano de vida. Passamos pela necessidade de criar uma clientela e nos estabelecermos no mercado, por uma situação financeira geralmente deficitária e pela nossa falta de experiência — e a dos funcionários.

Mas não é para desanimar! Esses dados não estão dizendo que sua empresa está fadada ao fracasso no primeiro ano. Muito pelo contrário: estão mostrando que para fazer sucesso, especialmente no começo, precisamos de muito trabalho e dedicação. Para ajudar você nessa empreitada, separei algumas dicas que vão auxiliar muito nos primeiros passos do seu negócio. As dicas estão separadas pelas principais áreas de um negócio e, se você segui-las, aumentará bastante as chances de sucesso da sua empresa no primeiro ano de atuação.

O que fazer no primeiro ano de atuaçãogestão

Finanças e contabilidade

A maioria das empresas ainda é deficitária no primeiro ano de vida, situação que geralmente vai se prolongar por mais algum tempo. Isso acontece porque necessitamos de um grande aporte de recursos iniciais para questões como compra de equipamentos, contratação de funcionários, treinamento, pagamento da luva, pagamento de uma eventual franquia e estoque. Não é necessariamente um problema, já que grande parte dos negócios de sucesso começam em uma situação de dívidas, mas isso exige cuidado redobrado com a saúde financeira da empresa.

O ideal, caso seja viável, é ter uma pessoa exclusivamente responsável pelo exame minucioso das contas da empresa. Essa pessoa deve fazer o fluxo de caixa, as projeções financeiras e elaborar relatórios cuidadosos sobre a atual situação financeira do negócio e como ela vai se encaminhar no curto, médio e longo prazo. Para as questões tributárias e demandas ligadas à tributação e cumprimento tributário legal, recomendo inclusive a contratação de um contador.

Uma dica fundamental, principalmente para as empresas familiares de pequeno porte, é não misturar as finanças pessoais com as do negócio. O ideal é definir um pró-labore para você e seus sócios e evitar a todo custo retiradas extras do caixa, que podem atrapalhar o fluxo de caixa e confundir as projeções.

Falei sobre a necessidade de um negócio precisar de financiamento em seus primeiros passos, mas as dívidas devem ser contraídas com muita parcimônia. Estude as melhores taxas de juros e só realize um empréstimo se o investimento justificar esse endividamento.

Uma empresa nova deve também ser enxuta. Corte os custos desnecessários e tente ser o mais produtivo possível. Estude os processos, evite o retrabalho e elimine gastos supérfluos.

Marketing

É comum entre os pequenos empreendedores a ideia de que o marketing é um assunto para as grandes empresas. Com tantas necessidades, especialmente nos primeiros anos de vida, o marketing acaba sendo deixado para segundo plano ou sendo feito sem planejamento, de maneira simplória. Pois saiba que ele é um dos pilares de qualquer negócio e não deve ser visto como um gasto supérfluo. Até porque existem soluções bastante eficientes com baixo custo.

O primeiro passo é entender quem são os seus clientes, por qual motivo compram da sua empresa, onde eles estão e qual é a melhor forma de atingi-los. Dessa maneira, você saberá onde encontrar novos leads (potenciais clientes) e direcionar uma estratégia de marketing para esse público.

É fundamental entender a jornada do cliente, os passos que levam um potencial cliente a se tornar alguém que efetivamente compra da sua empresa. Do momento em que toma conhecimento do seu negócio até a hora em que compra, o cliente passa por diversas fases e você precisa elaborar estratégias para cada uma delas.

As redes sociais também são excelentes soluções para os negócios de menor porte, especialmente no começo de sua existência, quando a verba para marketing ainda é pequena. A grande vantagem das mídias sociais é que, caso não seja possível contratar uma empresa especializada num primeiro momento, você mesmo pode conseguir fazer um trabalho decente de comunicação.

Mas cuidado: usar as redes sociais não é simplesmente postar promoções no Facebook! É preciso se comunicar com os clientes, responder prontamente suas dúvidas e problemas, além de criar estratégias que atinjam efetivamente o seu público-alvo e criem uma presença on-line forte para sua empresa.

Vendas

gestão

Para uma empresa crescer saudável e sobreviver ao seu primeiro ano é essencial ter um setor de vendas bem estruturado e eficiente. Ele é a alma da empresa, porque é a ligação com os clientes e o canal por onde vão entrar os recursos financeiros para que o negócio cresça. Por isso, as vendas não podem ser um tiro no escuro. Elas devem vir acompanhadas de um planejamento cuidadoso e de acordo com a capacidade da empresa de atender as demandas dos clientes.

Primeiramente, é preciso compreender quais são as especificidades do seu negócio. É um e-commerce? Possui um ponto de venda em um shopping? Depende de visitas dos vendedores para os clientes? Entender quais são as características únicas do nosso negócio permite que consigamos desenvolver boas estratégias de vendas.

Falei ali em cima sobre planejamento cuidadoso e, para ele realmente ser eficiente, as métricas são muito importantes. Elas são dezenas, mas acho importante que você conheça as duas principais.

Taxa de conversão

É o número de potenciais clientes (também chamados de leads) que você precisa atrair para realizar uma venda. Você consegue obter este número dividindo o número de leads — pessoas que entraram em contato ou que sua empresa abordou de alguma forma — e dividir pelo número de clientes propriamente ditos. Com a taxa de conversão você vai saber com boa precisão quantas pessoas precisará abordar para fechar a sua meta de vendas.

Custo de aquisição por cliente

É o quanto a sua empresa gasta para atrair um novo comprador. Você obtém esse número dividindo todos os custos do setor de vendas e de marketing em um determinado período pelo número de pessoas que compraram. Quanto menor o custo de vendas, melhor, porque você pode investir em atingir um número maior de pessoas com os mesmos recursos.

Adquirir leads e transformá-los em clientes é fundamental, mas ainda mais importante (e difícil!) é torná-los fieis. Um cliente fiel é o ideal, porque, além de comprar novamente os seus produtos e serviços, ele ainda vai indicar para os amigos. Para fidelizar seus clientes você precisa fornecer o melhor atendimento possível e criar estratégias para encorajar novas compras, como programas de fidelidade e desconto para os clientes leais.

Outra coisa para você ficar atento: não se esqueça da concorrência! Conhecer o mercado e quem está competindo com a nossa empresa é essencial para estabelecer os nossos diferenciais. Você precisa criar um atrativo único, que faça com que as pessoas queiram comprar da sua empresa e não dos seus concorrentes.

TI

Para uma empresa ter sucesso não dá pra ficar atrás na tecnologia. Seu bom uso torna a empresa mais produtiva, permitindo cortar custos, centralizar processos e aumentar a eficiência. Por isso, a TI não pode ficar em segundo plano. Você vai precisar investir nessa área e, se possível, estruturar um setor responsável por questões tecnológicas.

Hoje, existem várias ferramentas que permitem centralizar todos os controles (fluxo de caixa, relatório de vendas, etc) em um único lugar. Esse software pode ainda integrar praticamente todos os processos da empresa em um único lugar, o que torna o trabalho menos propício a erros humanos e evita o chamado retrabalho, que é quando uma mesma tarefa é realizada várias vezes. Esses são os softwares de gestão, também chamados de sistemas ERP.

Mas temos que saber exatamente qual é a melhor solução de sistema para nossa empresa! É preciso pesquisar e entender quais são as melhores opções, pois esse será um investimento muito importante no primeiro ano de vida do seu negócio. A compra de um software desse tipo geralmente é um investimento alto, por isso pode ser uma opção melhor a assinatura de um serviço mensal, por exemplo, que ainda possa oferecer mais opções quando o negócio começar a crescer.

Uma questão extremamente importante, mas que é muito negligenciada por empreendedores de primeira viagem, é a segurança. Você não precisa esperar algo dar problema para aprender essa lição! Invista em backup e segurança dos dados, de preferência por meio de uma empresa especializada em TI, que possa fornecer as melhores soluções para um negócio com as características do seu.

Outra tendência que cresceu muito nos últimos anos é o uso da nuvem. Cada vez mais empresas vêm oferecendo sistemas que rodam remotamente e isso é muito bom para nós, empreendedores. Primeiro porque traz agilidade e mobilidade, já que geralmente o aplicativo pode ser acessado de qualquer computador ou até mesmo de dispositivos móveis. Em segundo lugar, nós não precisamos investir em hardware pesado, já que os softwares passam a rodar nos servidores de alta tecnologia das empresas contratadas. Isso torna tudo mais barato e eficiente.

Fornecedoresgestão

Temos que tratar nossos fornecedores quase como se fossem sócios da empresa. A parceria com eles é muito importante, por isso você precisa ser muito criterioso na sua escolha, principalmente no primeiro ano do negócio. Ter bons fornecedores é a garantia de que o essencial para o funcionamento da empresa estará sempre em dia.

Pesquise muito! Faça uma análise criteriosa dos principais fornecedores do seu mercado e não foque apenas nos preços mais baratos. Conheça a história da empresa, seus números e o tipo de serviço que oferecem. Se possível, converse com empresas que trabalhem atualmente com os seus potenciais fornecedores e procure entender quais são as melhores opções para o seu negócio.

Uma vez escolhidos os fornecedores, também é muito importante saber como estabelecer uma relação de longo prazo, na base da confiança. Lembre-se sempre de que uma boa parceria é aquela que é benéfica para os dois lados, por isso tente sempre entender as necessidades do seu fornecedor, mesmo quando elas são referentes a aumento nos preços. Um fornecedor satisfeito em trabalhar com a sua empresa vai estar disposto a ajudar a resolver os seus problemas.

Networking

Por último, mas não menos importante, o networking! Especialmente no primeiro ano de vida, você precisa fazer com que a empresa seja vista e, para isso, não basta o marketing. Você, como empreendedor e representante do seu próprio negócio, precisa fazer com que as pessoas saibam em que ramo atua e para quais serviços podem contratá-lo.

A primeira porta são os amigos e conhecidos. Mesmo aqueles que não sejam potenciais clientes podem eventualmente conhecer pessoas que necessitarão da sua empresa, por isso converse muito com eles, apresente sua empresa e explique o que faz. Outra entrada muito importante é com antigos parceiros, principalmente se você trabalhou anteriormente em uma empresa no mesmo ramo de atuação da sua.

Sempre frequente círculos sociais em que possam existir potenciais clientes para sua empresa. Esses círculos podem ser eventos públicos, workshops, conferências e exposições de fornecedores. As pessoas que fazem parte da sua rede de contatos vão lhe fornecer novos clientes e podem oferecer as soluções para os problemas que a sua empresa vai enfrentar no primeiro ano de vida.

Conclusão

Ser um empreendedor dá muito trabalho e o primeiro ano de atuação da empresa pede ainda mais dedicação, esforço e cuidado. É como um filho, que exige muito mais dos pais nos primeiros anos de vida, quando ainda é um ser humano muito frágil. Porém, depois de algumas noites mal dormidas, ele aprende a andar com as próprias pernas e a se tornar mais independente. Assim também é uma empresa: com perseverança e disciplina, ela vai crescer e trazer muitas recompensas.

Para ter sucesso no primeiro ano é preciso constante análise e mudanças nos rumos. É muito mais fácil para uma empresa com vários anos de existência traçar comparações no longo prazo e saber como está caminhando. Para um negócio jovem, é preciso vigilância constante, para que nada passe desapercebido e estratégias possam ser corrigidas a tempo. Também por isso, nossas análises precisam ser muito mais criteriosas e precisas!

No primeiro ano de existência da empresa serão estabelecidas as bases para o futuro; por isso, você deve investir em criar essa estrutura com muito cuidado e dedicação. Ser empreendedor realmente dá muito trabalho, mas também traz recompensas incríveis!

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Empreendedorismo

Como escolher um software de gestão?

Hoje eu vejo que muitas empresas querem se modernizar e, para isso, buscam um software de gestão. Porém, muitos pontos não são levados em consideração na hora da escolha e isso pode trazer problemas futuros. Para escolher um sistema, seja para gestão de clientes ou de empresas, será preciso fazer algumas análises que visam atender às necessidades da sua empresa.

E quando não se tem domínio total do assunto, é sempre bom contar com o conhecimento de experts, como o Vouclicar.com, que podem te ajudar nesse processo. Vou te dar algumas dicas para que consiga fazer essa escolha da melhor forma possível. Vamos lá?

Escolha um software de gestão fácil de implementar

Quando a empresa adquire um software, não basta instalar e começar a usar. Será preciso configurá-lo de acordo com as necessidades do seu negócio, orientar e treinar os funcionários, entre outros. Dependendo do caso, pode ser bastante difícil e demorado esse processo, por isso, busque por alternativas mais fáceis.

Dê preferência aos que não exigem muitas configurações técnicas e que se adequem à sua equipe. Quanto mais simples, mais fácil também será o gerenciamento.

Saiba do que você precisa

Nada de contratar um software só porque te falaram que é bom! Pense no que a sua empresa realmente precisa e como isso pode ajudar.

Se precisa integrar melhor as informações das áreas e aprimorar o negócio, busque um software de gestão. Já se quer organizar as informações do seu cliente e a comunicação com eles, tenha um software para gestão de clientes.

Faça uma lista com as suas necessidades e busque isso em um sistema. Com base nelas é que a configuração deve ser feita.

Considere a segurança

É muito importante que as suas informações estejam seguras, afinal, ninguém quer que os concorrentes tenham acesso aos seus dados ou de seus clientes. Independentemente de escolher a armazenagem em nuvem ou local, é sempre bom verificar como isso será feito.

Se você optar por armazenagem local, terá que ter servidores próprios e uma equipe especializada. No caso da nuvem, verifique quais são as vantagens e a segurança que terá à disposição — e se compensam.

Mobile é ideal para quem tem equipes em campo

Principalmente para as empresas que têm colaboradores trabalhando em campo, ou seja, fora do escritório, os softwares mobiles podem agilizar os processos. Eu já vi vários funcionários na rua utilizando o celular para mandar informações na hora para a empresa e fazer a integração dos dados.

Se esse é o caso da sua, vale a pena considerar essa opção, pois assim as informações ficam mais atualizadas e precisas.

Pense em como pagar

Esse investimento precisa caber no orçamento da sua empresa, não é? Para isso, pode ser preciso negociar com o fornecedor a melhor forma de pagamento, à vista ou parcelado. Nunca pense em um software de gestão como um custo e sim como um investimento, que trará benefícios para a sua empresa em curto, médio e longo prazo.

Agora que você já sabe como escolher um software de gestão para seu negócio, é só levantar as suas necessidades e tornar a sua empresa mais competitiva!

Para isso, recomendo que você baixe o e-book Como escolher um sistema de gestão ideal para o meu negócio e ficar craque no assunto. Depois me fale o que achou, combinado? Até mais!

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Finanças e Tributos

Por que é essencial se preocupar com a segurança de dados da PME?

Gosto muito de conversar com empresários de diversos segmentos, saber quais são os desafios que estão enfrentando, como que isso pode atingir as empresas como um todo e quais são as soluções que eles utilizaram para resolver os problemas. Minha última conversa foi com o dono de uma consultoria de TI e ele basicamente falou dos riscos que as pequenas e médias empresas estão correndo ao não garantirem a segurança de dados em suas operações. Vou sintetizar aqui rapidamente as informações que ele me passou:

Segurança de TI e violação de dados

Em 2011 a consultora Kroll, junto a The Economist Intelligence Unit, dos Estados Unidos realizou um estudo com 1.275 executivos de todo o mundo e descobriu que 75% das empresas entrevistadas registraram algum tipo de violação de segurança. Em 23% dos casos isso resultou em perda de informações das empresas. Esse meu amigo disse que, de lá para cá, a quantidade de usuários, dispositivos e ameaças só aumentaram.

Ao ser perguntado sobre qual o perigo de deixar os dados da empresa expostos, ele deu um sorriso e disse: “Clico, existem empresas que comercializam informações para ajudar outras empresas a fazer ações de prospecção, definir estratégia de mercado, enviar e-mail marketing… Enfim, hoje até mesmo os dados podem ser comercializados. Aliás, se você puder me passe aquela relação de pet shops, gostaria muito de oferecer meus serviços para eles!”

Nesse momento eu entendi que a questão não era só proteger os dados da empresa, suas contas, mas principalmente, os de seus clientes. Veja como ele respondeu a pergunta seguinte:

Quais são as ameaças que podem comprometer a segurança de dados da minha empresa?

Ameaças externas

O simples uso de redes sociais e mensagens instantâneas pode trazer vulnerabilidades para os dados que as pessoas trocam em sua empresa. Por isso, usar um bom Firewall inibe que páginas ou conteúdos maliciosos sejam acidentalmente acessados durante o envio ou o recebimento de dados.

Antivírus corporativo é outra forma de inibir que pequenos programas comprometam o desempenho, roube informações ou espione os dados que os seus colaboradores acessam e utilizam continuamente.

Antimalware é indicado para combater softwares que roubam dados, danificam e alteram informações. Os antimalwares são um complemento aos antivírus, pois estes não conseguem bloquear algumas formas específicas de programas maliciosos.

Bom, mas esses são apenas alguns softwares que podem prevenir algumas ameaças externas, mas as principais ameaças são internas e baseadas em uma cultura que pode ser alterada com simples ações.

Ameaças internas

Envio de e-mails para destinatários equivocados, falta de políticas sobre acessos aos dados da empresa, falta de critérios para dificultar a senha dos usuários, além do uso de planilhas ou programas instalados apenas nas máquinas dos usuários, esses são alguns dos equívocos que fazem as empresas perderem dados e comprometerem até mesmo o relacionamento com seus clientes.

Recordo de um amigo que tinha uma pequena fábrica de velas, depois de ter investido e organizado toda a empresa, decidiu contratar uma pessoa responsável pelas vendas e se distanciou dessa atribuição. Fazia a gestão da pessoa, mas não se interessava por dados do cliente, sobre o histórico do relacionamento, entre outros. O resultado foi que depois de 6 anos, a pessoa de vendas decidiu montar uma fábrica própria e levou todos os dados que ficavam armazenados em um desktop.

Resultado: meu amigo só tinha dados relacionados ao faturamento, suas vendas caíram mais que a metade, foi só então que ele viu a necessidade de ter registros virtuais e um controle maior sobre os dados que seus colaboradores geravam cotidianamente.

E então? Sua empresa utiliza algum tipo de proteção para garantir a segurança de dados? Já percebeu que algum dado de sua empresa foi roubado ou alterado?  Compartilhe comigo sua experiência!

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Segurança

BYOD: novos conceitos com os velhos problemas de segurança

A adoção de BYOD (Bring Your Own Device) – prática na qual os colaboradores utilizam seus próprios computadores e dispositivos móveis no trabalho – representa um caminho sem volta entre as empresas de todo o mundo, incluindo do Brasil.

Seja por meio de políticas corporativas ou pela vontade dos funcionários, que muitas vezes utilizam esses equipamentos pessoais sem autorização da TI, essa tendência tem criado novos desafios para as corporações, em especial, relacionados à segurança da informação.

Um recente estudo divulgado pela consultoria IDC Brasil aponta que a segurança representa a principal barreira para a adoção de BYOD entre as empresas brasileiras. E a preocupação não é infundada, uma vez em que permitir o acesso de equipamentos pessoais à rede corporativa amplia os riscos de vazamento de informações, acessos indevidos e propagação de ameaças virtuais.

As políticas de BYOD precisam, necessariamente, contemplar regras, treinamento e capacitação dos funcionários, com o intuito de garantir o comportamento seguro no acesso de dispositivos pessoais à rede corporativa. Os usuários precisam estar conscientes dos riscos a que podem expor as organizações, quais as penalidades caso algum problema ocorra e de como preveni-los.

Além disso, as empresas precisam investir na implementação – e atualização constante – de soluções de segurança da informação nos equipamentos pessoais que acessam à rede corporativa e que, no caso dos dispositivos móveis, contemplem cuidados específicos como a criptografia e limpeza remota de arquivos e dados em caso de roubo, furto e extravio.

Enfim, BYOD representa uma tendência sem volta e as empresas precisam estar preparadas para tratar essa questão e, principalmente, endereçar um velho e já conhecido desafio: a segurança da informação.

 

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Tecnologia

Big Data e as decisões do seu negócio

A Internet tem se tornado o local onde uma massiva quantidade de dados é gerada a cada dia, isto é Big Data. Não é apenas um conceito abstrato criado pelo universo de Tecnologia da Informação, mas uma forte tendência de crescimento da pulsante atividade digital.

Em um minuto, mais de 2 milhões de buscas são feitas no Google, e mais de US$ 250 milhões são gastos por consumidores na Internet. Usuários do Twitter enviam mais de 300 mil tweets. Na SurveyMonkey recebemos mais de 80MB de dados novos de nossos clientes neste tempo.

E o que fazer com tudo isso de informação? Hoje, com a análise de dados Implícitos e Explícitos, é possível entender muito do seu negócio, do mercado, do hábito de consumo dos seus clientes, tendências e sim, sair na frente com isso.

Os Dados Implícitos e suas funcionalidades

Big Data é composto por dois diferentes tipos de dados: os Implícitos e os Explícitos. Dados implícitos são aqueles coletados sem que necessariamente se tenha a anuência das pessoas durante um processo de análise. Por este fato, pode carregar consigo uma conotação sombria – muitas vezes apelidada de “Big Brother” por exemplo.

Com estes dados, as empresas passam a conhecer os hábitos de seus clientes e, desta forma, muitas vezes, conseguem prever suas próximas ações. Cada bloco de dado disponível está sendo destrinchado e esmiuçado para posterior análise. Os maiores varejistas, das cadeias de supermercados aos bancos de investimentos, têm uma área de “análise preditiva”, focada não apenas em entender os hábitos de compras dos consumidores, mas também seus hábitos pessoais, buscando assim uma forma mais eficiente de comunicar e vender para eles.

Apesar da coleta de Dados Implícitos ser a mais utilizada, pelo fato de que as informações podem ser obtidas em grande escala, você nunca saberá se suas predições estão corretas. Isto porque eles são baseados na coleta passiva dos hábitos e comportamentos das pessoas. E é exatamente por isso que não são 100% à prova de falhas.

Com esse tipo de dados, não é possível para qualquer varejista saber se uma avó está comprando um presente de aniversário para seu neto ou para si própria. Da mesma forma, este varejista não consegue saber se você está comprando um livro para você ou como presente para um amigo. E, independentemente do quão genial seja o analista, ele nunca conseguirá sugerir uma música certa sem PERGUNTAR para a pessoa se determinado ritmo lhe agrada. Sendo assim, a dica é: apenas pergunte. O simples ato de formular uma pergunta específica nos leva para os Dados Explícitos.

E os Dados Explícitos? Como eles podem ajudar nos seus negócios?

Historicamente, Dados Explícitos custam caro e demandam muito tempo para serem apurados. Estes são os motivos por que tradicionalmente os Dados Implícitos acabam recebendo uma grande relevância nas análises de Big Data. Entretanto, a tecnologia tem mudado isto. A internet permite que as empresas obtenham Dados Explícitos em grande escala, por meio de uma variedade de plataformas. Isto está dando poder aos consumidores e esclarecimento às companhias. Quando você responde uma pesquisa, avalia um negócio, dá um “curtir” em uma marca, escreve uma resenha sobre um restaurante, um livro ou um serviço, você está contribuindo para gerar Dados Explícitos.

Um exemplo disto é o que ocorreu com a Ford antes da crise financeira, quando os dados sobre vendas de carros do tipo SUV demonstraram que a grande demanda por esta categoria continuaria nos Estados Unidos. Entretanto, a Ford teve a “clarividência” em apostar no investimento em carros menores e econômicos. Como? A empresa coletou feedback dos consumidores e usou estes dados em adição às informações de vendas para desenvolver seus novos carros e planejamentos. Esta decisão foi provavelmente o motivo da Ford não precisar de ajuda governamental, o que aconteceu com a maioria das montadoras durante o período.

A grande verdade é que Dados Implícitos e Explícitos devem trabalhar juntos, complementando-se. Na SurveyMonkey, usamos ambos para executar e otimizar nosso negócio. Os Dados Implícitos que analisamos incluem, por exemplo, número de perguntas realizadas, número de pesquisas diárias, pacotes de preços, conversão de planos gratuitos em pagos, entre outros. Estas informações são cruzadas com dados conseguidos por meio de pesquisas, referentes à satisfação do cliente, cancelamento de plano ou feedback sobre o produto.

Para se ter uma ideia do tipo de escala de que estamos falando, na SurveyMonkey, recebemos diariamente de todo o mundo 3 milhões de respostas e 29 milhões de questões respondidas. Isto é Big Data. Dados Explícitos em grande escala. Isto tem nos ajudado a prever de forma mais assertiva o que acontecerá em nossos negócios.

Usar apenas um tipo de dado é perigoso. Verifique os Dados Implícitos e os Dados Explícitos. Analise seus dados, mas não se esqueça de perguntar “Por quê?”. Dados Implícitos são o “O quê”. Dados Explícitos são o “Por quê”. Um sempre será importante para sustentar o que se extrai do outro.

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Segurança

Dupla Autenticação: medida de segurança necessária para empresas

Uma das tendências na área de segurança da informação envolve o uso da dupla autenticação.

Porém, para empresas brasileiras essa funcionalidade ainda está longe de ser uma realidade amplamente difundida. Isso porque esbarra na necessidade de investimentos e na necessidade de entendimento dos reais benefícios dessa iniciativa.

Para entender como muitas empresas ainda engatinham quando o assunto é segurança da informação, basta realizar um questionário entre os colaboradores para saber quantos deles sabem ou usam dupla autenticação para acessar seus computadores ou até mesmo dispositivos pessoais.

A dupla autenticação é um recurso fundamental para garantir o acesso seguro dos usuários a sistemas e aplicações. Ela já tem sido aplicada nas políticas de segurança de diversas empresas ao redor do mundo, com o objetivo de intensificar a segurança ao acesso de informações e identificação do usuário.

Nas empresas, a dupla autenticação tem sido especialmente utilizada para acesso a e-mails corporativos. Para isso, muitas organizações têm optado por utilizar tokens ou aplicativos que geram senhas temporárias em celulares, para garantir o acesso seguro ao e-mail fora do ambiente da empresa. Algo muito parecido com o que utilizamos em bancos para conseguir finalizar uma transação.

Talvez para muitos usuários e gestores isso pareça um exagero, mas pense na quantidade de informações estratégicas que circulam em seu computador ao longo de um dia de trabalho. Portanto, não há excesso algum nessa medida de segurança. Na verdade, tal ação deve tornar-se cada vez mais presente no cotidiano das empresas.

Além do e-mail, a dupla autenticação pode ser usada para proteger o acesso a outros sistemas da empresa, como ERP e CRM. E, de forma geral, os departamentos de TI contam com ferramentas voltadas a gerar relatórios diários sobre a utilização desse tipo de autenticação pelos usuários corporativos.

Seja qual for a forma de dupla autenticação, as áreas de TI e Negócios das empresas precisam estar cientes da importância do uso dessa ferramenta para proteger suas informações cruciais e continuar a fazer negócios. Mais do que isso, devem perceber que o investimento pode ser relativamente baixo, se comparado ao prejuízo gerado pela perda, vazamento ou roubo de informações essenciais.

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