Empresário e Pessoa física

Vida pessoal X profissional: qual conduta o empreendedor deve adotar?

 

Vida pessoal X profissional: qual conduta o empreendedor deve adotar?

Já dizia meu avô: “a sua firma pode ir para o ralo. O seu nome, jamais!”. Você sempre tem a opção de fazer diferente

Já contei aqui para vocês sobre meu avô, dono de uma padaria, que me ensinou a diferença entre cliente e freguês. Teve outro ensinamento que ele me deixou muito importante, que carrego comigo até hoje: “a sua firma pode ir para o ralo. O seu nome, jamais!”. Ele chamava empresa de firma, como todo bom avô. E torcia para o Santos – como todo bom avô.

Adaptei esse ensinamento dele para termos atuais e sempre, diante de uma decisão importante, me questiono: qual conduta de empreendedor eu quero representar?

Leio muito – e, às vezes, até escrevo – sobre a importância de equilibrar vida pessoal da profissional. Mas isso é só uma forma de deixar os ensinamentos didáticos porque, no fim das contas, temos apenas uma vida. E usamos essa única vida para representar o papel de empreendedor, marido, esposa, pai, filho, mãe, irmã, vizinho… não muda. É por isso que a sua conduta não pode ser alterada, independentemente de onde você esteja ou qual função exerça.

Se você sonega impostos na sua empresa, sonega impostos na vida. Se você é desleal com funcionários e fornecedores, não queira exigir respeito de seu vizinho. Muito cuidado com ganho fácil, com situações “que já eram assim antes de eu chegar, oras”. Entrar em uma roubada é sempre uma escolha – não se vitimize, nem se coloque como “sem opção” de fazer diferente. Se você lidera uma empresa desonesta, dificilmente seu nome será dissociado das falcatruas. Nenhum lucro financeiro se sobrepõe à paz de espírito e à construção de uma imagem de confiança e seriedade. E ganhos rápidos ou aparentes vantagens fazem mal para a longevidade dos negócios.

A sua empresa é extensão das suas crenças e do seu comportamento. Por isso, lembre-se sempre: “sua firma pode ir para o ralo. Seu nome, jamais!”.

 

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