Pirâmide de Maslow: o que é e por que você deve saber mais sobre ela?

Pirâmide de Maslow: o que é e por que você deve saber mais sobre ela?
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Adolfo Felipe da Silva
Analista de Marketing @ Guia Empreendedor

A motivação é um dos estados mais importantes de um ser humano. Afinal, sem essa tal força de vontade dificilmente alguém iria se predispor a fazer suas obrigações pessoais ou no trabalho. Assim, muitos psicólogos, intrigados em entender como e por que ela acontece, começaram a estudar as pessoas e seus comportamentos. Foi daí que surgiu a famosa Pirâmide de Maslow.

Também chamada de Hierarquia das Necessidades, o autor classificou em uma pirâmide crescente aquilo que motiva os indivíduos. Tal teoria se tornou tão conhecida a ponto de ser usada em inúmeras empresas, para garantir um trabalho mais satisfatório aos funcionários.

Quer entender como você pode usá-la no seu negócio? Então, acompanhe!

Como surgiu a teoria da Hierarquia das Necessidades?

Abraham Maslow (por isso o nome da teoria), interessou-se, inicialmente, pelo conceito de autoatualização.

Encantado com dois de seus professores, os quais ele considerava muito inteligentes, observou que eles tinham algumas características em comum. Criatividade, alegria, bem-estar e autonomia eram algumas delas.

A partir disso, começou sua pesquisa, por meio da análise de vida, características e escolhas de outras pessoas. Ele buscava entender o que motivava cada um e como alguém poderia chegar ao seu auge, ao topo, àquilo que ele denominou como a mais alta potência que um ser humano tinha condições de alcançar.

Uma das conclusões à qual ele chegou foi que dificilmente alguém buscaria metas relacionadas ao desenvolvimento máximo de suas capacidades se essa pessoa tivesse carências muito básicas, como a de se alimentar ou a de se sentir protegido.

O que é a Pirâmide de Maslow?

Maslow, ao observar todos os perfis de pessoas, desde as que tinham carências básicas até aquelas que eram consideradas como muito inteligentes, criativas e realizadas por todos à sua volta deduziu que um comportamento é motivado por certos estímulos ou necessidades. E a depender do nível de carência de cada um, ele se motiva de uma forma diferente.

Assim, Maslow analisou e juntou todas essas características, para tentar encontrar alguma semelhança. Fazendo isso, ele conseguiu dividir as pessoas em 5 grupos, sendo que cada um deles estaria em um lugar na pirâmide.

 

 

Além disso, ele entendeu que cada necessidade deve ser satisfeita em uma ordem. Então, não há como querer subir a escada de dois em dois degraus. É obrigatório seguir a ordenação certa.

Começando pela base (lá no chão) até o topo, a distribuição ficou a seguinte.

Necessidade fisiológicas

Como são as iniciais, aqui estão as mais simples e primordiais de todas. Algumas são: sono, sede, fome, temperatura e sexo. Imagine você, no meio da rua, sem casaco apropriado, com muita neve e muito frio. Também imagine que você esteja faminto, por estar há horas sem comer. Suprir essas carências, buscando se aquecer e um alimento, seriam sua prioridade, certo?

Necessidade de segurança

O próximo nível diz respeito à procura pela segurança em várias áreas: a do corpo, como procurar um abrigo seguro; a de saúde, como ausência de doenças ou procurar por um plano de saúde; a de família, como garantir meios de estarem todos protegidos; a de emprego, o que poderia envolver a procura por estabilidade; e a de propriedade, que pode se referir a ter uma moradia.

Necessidades sociais

O terceiro nível inclui as necessidades de pertencimento e intimidade. Isso não significa ter dependência de relações e amizade, mas que o indivíduo precisa, de certa forma, sentir que tem boas convivências com grupos, parentes e amigos. Pode-se incluir, também, os relacionamentos amorosos, a vontade de pertencer a um grupo (de trabalho, da igreja, de interesses em comum) e a de se sentir aceito.

Necessidades de estima

Em um nível maior, as necessidades aqui são parecidas com a anteriores, mas um pouco mais complexas. Isso porque além da necessidade de se fazer pertencente e aceito, a pessoa precisa sentir que os outros ao redor têm estima por ela. O grupo precisa reconhecer suas qualidades e seus valores. O indivíduo carece de identificar que os outros confiam no que ele faz. Isso tudo colabora para a sua autoestima, característica essencial para que se sinta feliz.

Necessidade de autorealização

No topo da pirâmide estão as necessidades que nem todos vão atingir, mas que, ainda assim, é importante para que sintam mais plenitude diante da vida. Aqui está a verdadeira realização pessoal e profissional. São carências mais complexas e, de certa forma, estão envolvidas com algo mais espiritual (não necessariamente relacionadas à religião).

As pessoas nesse nível buscam, com mais afinco, um desenvolvimento de suas capacidades e valores como seres humanos. Elas também tendem a se comprometerem fortemente com o trabalho, o que pode até ter prioridade sobre sentimentos e necessidades dos outros.

Maslow pontua ainda que tais indivíduos não chegam a ser perfeitos (até porque ninguém é), mas que apresentam várias qualidades em comum, como: criatividade, espontaneidade, autoconhecimento, autonomia etc.

Como usar a Pirâmide de Maslow na prática?

Então, é possível chegar a uma conclusão óbvia: como cada pessoa é única e está vivendo momentos diferentes, ela se motivará com estímulos diferentes. É por isso que, por exemplo, eu posso buscar meios para expandir minha criatividade no trabalho e o meu autoconhecimento, enquanto meu colega está mais focado em conseguir um bom emprego para sustentar sua família.

Você lembra da situação que lhe fiz imaginar ali no começo, sobre o frio e a fome? Ainda assim, naquele momento, você optaria por suprir tais carências, no lugar de buscar expandir seu autoconhecimento, certo? Então, agora, entendendo essa explicação com mais profundidade, você pode compreender a sua própria escolha, com base nessa teoria.

Assim, no contexto de uma empresa, não adianta querer dar exatamente o mesmo benefício a todos os funcionários, achando que todos eles vão ficar felizes da mesma forma. Em vez disso, é mais eficaz traçar um delineamento individual de cada trabalhador. Isso pode ser feito por meio de entrevistas, questionários e observações. Um setor de RH deve pensar em programa de incentivos, que combinem com o perfil dos colaboradores e da empresa, visando suprir cada um dos degraus dessa pirâmide.

Por exemplo, nas necessidades sociais, a empresa pode incentivar a união e a amizade de todos, por meio de eventos e comemorações. Já nas necessidades de estima, a pessoa precisa de reconhecimento. Assim, dar feedbacks constantes tende a suprir essa questão.

O objetivo deve ser ajudar o funcionário a chegar no mais alto nível de todos, a fim de que a pessoa busque a autoatualização. Dessa forma, usando a Pirâmide de Maslow, o gestor garante que sua equipe esteja sempre com alta motivação, o que acaba influenciando no desempenho da cada um, no bom atendimento ao cliente e, consequentemente, na performance organizacional.

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Adolfo Felipe da Silva

O Adolfo Felipe tem 23 anos, e 6 deles são de experiência com marketing e vendas. Atualmente faz parte do time de Marketing no Guia Empreendedor, onde é responsável pela estratégia de inbound marketing. Tem experiência em diversos segmentos como varejo, educação e tecnologia.

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